Lar Escola estende apoio também à família dessas crianças
publicado em 17/09/2013 15:56 | Patricia Piacentini

“Eu gostava muito de lá, o cuidado era total, as pessoas eram muito atenciosas”,  recorda Carlos Lucas Romero, de 37 anos, que, dos 9 aos 11 anos, frequentou o Lar Escola Redenção, unidade sede do São José. Romero, que hoje é proprietário de um escritório de contabilidade, diz que na entidade aprendeu o ofício de marceneiro e tinha reforço escolar. “Eles cuidavam do nosso intelecto, verificavam se tínhamos tomado banho”, relembra.
Este é só um exemplo do cuidado que o Lar Escola Redenção tem com os meninos há 35 anos, desde que foi fundado por Ângelo Lorenzetti. Hoje, o Redenção atende 150 meninos, entre 6 e 16 anos, em suas três unidades: São José, Yolanda Ópice e Bombeiros (Jardim Primavera).
“Meu pai queria fazer uma obra social destinada à aprendizagem de crianças para transmitir valores éticos e morais elevados”, conta Jorge Lorenzetti, filho de Ângelo. Segundo ele, seu pai viu que as mães não tinham onde deixar os filhos para ir trabalhar depois que eles entravam na escola. Assim, ele resolveu criar o Lar Escola Redenção para ensinar marcenaria aos meninos, assim como ele havia aprendido o ofício quando criança. Mas hoje a marcenaria não existe mais.
O Lar também abriu uma gráfica em 1980, que hoje realiza serviços em Araraquara e cuja receita corresponde a 70% das despesas da entidade. “A gráfica é nosso esteio financeiro”, diz Lorenzetti. Eles também conseguem recursos com eventos.
ATIVIDADES – As crianças vão ao Redenção no período contrário à escola e recebem café da manhã, almoço e lanche da tarde. Elas realizam diversas atividades esportivas, culturais e de lazer. A entidade tem parceria com as secretarias de Cultura e Esporte. Os meninos que frequentam o Lar dizem que gostam de jogar bola, das brincadeiras, da oficina de valores, aulas de capoeira, mangá, teatro, música, da biblioteca e de jogar videogame.
Segundo Sônia Bussolani, do setor administrativo da entidade, os meninos participam ainda de passeios, como visitas ao Pinheirinho. “Nas férias, eles foram ao zoológico de São Carlos e até Bueno de Andrade para comer coxinhas. Foram ainda soltar pipas perto do Sesc”, acrescenta Sônia.
As mães e cuidadores dos meninos também participam do Redenção. Mensalmente, há reuniões com diferentes temas de interesse familiar. “Geralmente temos um convidado, que conversa com eles numa linguagem acessível”, diz Sônia. A entidade conta ainda com uma psicóloga e assistente social, que fazem atendimento individualizado e visitas domiciliares.
No Lar Redenção há também encaminhamento de jovens a partir de 14 anos para o Projeto Aprendiz. “Temos parceria com o Senai, Senac e Ceproesc”, afirma Lorenzetti.

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Veja os comentários sobre esta notícia:

ex aluna disse às 02/10/2013 13:57:

ADORO ESTE LUGAR, LÁ ME SENTI AMADA E VALORIZADA! SR ANGELO ERA UM ANJO DE PESSOA QUE TIVE A HONRA DE CONVIVER. PARABÉNS A ESTA EQUIPE QUE CONTINUA SEU TRABALHO, BEM DIFERENTE DAS PORCARIAS DAS CRECHES DA PREFEITURA AONDE SÓ DESFILAM BUNDAS E PEITOS